Santiago del Estero - Corrientes
São 7:09 da manhã e as motos já estão alinhados para a partida do comboio. A ideia é pegar a estrada é parar no primeiro posto para tomar café da manhã.
Lembra daquelas retas da ida para o Atacama? Elas estão de volta !! Intermináveis, monótonas e sonolentas, assim como alguns dos motociclistas. E se as retas não mudam, a temperatura vai aumentando lentamente. Dos agradáveis 14 graus do início a temperatura com 2 horas de viagem já está em suportáveis 17 graus.
Sabe aquela parada para café da manhã assim que entrasse na estrada? Ela só acontece uns 220 km após a partida. Isso porque simplesmente não tinha nenhum posto de gasolina pelo caminho. Só reta e mais reta.
Depois da parada, já com a temperatura na casa dos 22 graus o grande desafio é a condição da estrada. Dizer que estava esburacada seria um grande elogio. Na verdade era uma reta cercada de buraco por todos os lados.
Depois de 100 km a qualidade da estrada melhora consideravelmente. As tediosas retas são tão longas que não tenho mais adjetivo para descrevê-las.
A parada seguinte é na já conhecida Presidência Roque Saez Pena, local do nosso segundo pernoite nesta viagem. A partir dali a estrada como não poderia deixar de ser, é uma reta. Os motociclistas sofrem com o calor que já passa dos 31 graus e com a pouca umidade.
O pernoite é em Corrientes. Mas antes de chegar passamos em Resistência para ver o busto em homenagem a Guilherme Hillcoat, avô de uns e bisavô de outros, reconhecido pelos seus feitos aeronáuticos como a primeira ligação de Buenos Aires a Lima e o primeiro voo da Aerolineas Argentinas em um hidroavião para o Chaco.
Após isso é só atravessar a imponente ponte General Manuel Belgrano sobre o Rio Paraná e aproveitar Corrientes, último pernoite na Argentina. Amanhã já tem mudança de percurso, mas vou deixar um suspense para compensar as longas retas que nos esperam novamente.
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