Churrasco de Comemoração
Hoje não é dia de rodar. Hoje é dia de churrasco.
Moisés acorda calmamente e olha para o relógio: 9 da manhã. Um súbito pensamento lhe vem a cabeça: “ Putz, perdi a hora. E o mala e o Dário nem para me acordar. Com sorte ainda estão me esperando. Vou me preparar rápido e …….. opa!! Isso aqui não é um hotel. Já estou em casa. Ufa!!”. Esse é o tipo de pensamento que passa pela cabeça após tantos dias de viagem.
Mas por volta das 8:30, como se ainda estivesse na viagem, Nelson já está deixando a sua moto para lavar. Bem verdade que vai levar umas 3 lavagens para tirar o pó do Atacama, mas também quem mandou se meter em tamanho areal.
Outro que também levanta cedo é Rubens; a vontade de participar do churrasco é grande, mas a saudade de casa é maior. E assim, pouco antes das 8,com extrema antecedência, já se encontra no aeroporto pronto para finalmente voltar para Petrópolis. Fez grande falta no churrasco. Mas a razão era nobre.
Por volta das 7 da noite começam a chegar os motociclistas e suas esposas. Nelson é um bom churrasqueiro mas está particularmente inspirado esta noite. E a medida que garrafas de vinho vão sendo consumidas, divertidas e engraçadas histórias vão sendo contadas.
Terminar uma viagem de 6000 km com 6 motos e um carro, são 42.000 km rodados com a chance de alguma coisa dar errado. Então um documento esquecido, uma placa solta ( não é Dário), um espelho que cai devido a violeta cratera, um celular que voa da moto e um motor de arranque do pace car estragado, são simples gotas neste oceano de quilômetros percorridos.
Com o tempo, as pessoas irão voltar as suas rotinas. Mas as memórias, lembranças e principalmente histórias para contar desta aventura à Antofagasta, estas, vão permanecer por um bom tempo na mente destes heróicos motociclistas.
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